Dia desses, ao entrar no MSN, me deparo com a seguinte ‘mensagem pessoal’ de um amigo: “All the good people die early”. Eu e ele já conversamos algumas vezes a respeito disso – até porque dois de nossos atores favoritos morreram cedo demais: James Dean e Heath Ledger – e é inegável: os bons morrem cedo.
Não quero falar somente desses dois atores, que inevitavelmente têm sido comparados em diversos aspectos nesses últimos meses. Antes, falo de inúmeras estrelas que no auge de sua juventude perderam seu brilho, e devido a tal morte precoce, apenas nos deixaram lembranças ofuscadas, e que nunca nos dão completa satisfação.
“É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais”
(Os Bons morrem jovens – Legião Urbana)
Cedo demais.
Como disse certa vez, o Tio Punk em seu blog: “Mas tudo bem a vida é assim, muitas vezes pode ser perversa como o pior vilão dos filmes” (sim, referindo-se ao vilão de “O cavaleiro das trevas”).
Talvez passe despercebido por alguns, mas para os fãs e para aqueles que vêem tal pessoa como um ídolo ou uma personificação perfeita da juventude (idealizada por sí e para sí), a morte de tais Jovens é algo indescritivelmente triste. Digo isso lembrando de fãs da Marilyn Monroe, do Kurt Cobain, do Jim Morrison, dos dois mais queridos por mim: James Dean e Heath Ledger, e tantos outros.
Os valorizamos tarde demais? Talvez sim. Talvez tenhamos esperado tempo demais pra expressar nossa admiração. Mas, para homenagear nunca é tarde. Para amá-los, nunca será tarde. Para respeitá-los, também não.
Nem todos os que morrem cedo se tornam obrigatoriamente um ícone mundial, mas aqueles que arrancaram de nós no mínimo um sorriso ou lágrima – seja numa musica, num filme (lembrando do já imortalizado Coringa de Heath Ledger), ou até mesmo nas bobas palavras de um discurso de agradecimento -… Ah, esses estão no mais elevado altar da nossa mente e coração. Esses merecem ser homenageados por nós, mesmo que no íntimo, sem dizer uma única palavra. Esses serão nossos eternos heróis.
Agora sim, Imortais.

“É tão estranho